Kaitou Tenshi Twin Angel: Kyun Kyun Tokimeki Paradise!!

Até mais ou menos um ano e meio atrás haviam dois tipos de anime que eu não curtia: primeiro “Mecha”, nunca me interessei por Gundam e derivados. O único que me recordo de ter gostado quando criança era Patlabor e comecei a gostar de animes com mechas depois de assistir “Tengen Toppa Gurren Lagann” pelo fato do anime ser épico, e no fim do ano passado, “Star Driver”, que por mais purpurínico que tenha sido, foi um excelente anime, me fazendo lamentar apenas seu final. O segundo gênero é “Mahou Shoujo”, pois depois de “Sailor Moon”, ainda na minha infância, acabei passando reto por praticamente todos até “Madoka”, que a principio eu ia passar reto só de ter visto aprévia da série, mas depois de assistir decidi abolir meu preconceito por qualquer tipo de anime. Agora, meu preconceito se dava por eu correr o risco de perder meu tempo com animes como “Kaitou Tenshi Twin Angel: Kyun Kyun Tokimeki Paradise!!”, que além de ter um nome gigante não valeu a pena perder um segundo do meu tempo assistindo.

Meu resumo em poucas frases sobre esse anime é “pegue todas as sátiras feitas com relação a animes mahou shoujo que existem em todos os tipos de série e você terá essa porcaria”. Basicamente, são duas meninas cercadas por yuri field tentando jorrar moe para todos com golpes com “Angel” no começo do nome sendo que a diferença de um para o outro é o simples fato de um derrubar o inimigo e outro explodi-lo.


As personagens principais são duas irmãs que são as “Twin Angels”, as defensoras da justiça que trocam de roupa e ninguém mais as reconhece, apresentado uma rara síndrome de Clark Kent. Uma é Minazuki Haruka, aparentemente a ativa da dupla, e a outra é Kanazuki Aoi, a peituda fanservice que só fica atirando flechas e não faz mais nada. Além de algumas coisas nada a ver, como o fato delas se deslocarem usando asas delta que não perdem altitude e totalmente equipadas, mas mesmo assim conseguindo sair sem ter de pousar, a série teve praticamente apenas elementos que são motivo de tiração de sarro, como a transformaçãozinha com uma acenadinha no meio, os vilões sendo dois imbecis que tem como arma secreta um robô que parece os que a Equipe Rocket usava e jogava o “gás de transformar pessoas em pessoas-gato”.

O pior de tudo não foi só isso, elementos de outras séries foram, eu diria, plagiados na cara dura. O que mais me chamou atenção, pois estava tão perplexo enquanto assistia que acabei apagando da minha cabeça, foi o “herói misterioso que aparece para salvar o dia, que só não é o exato “Tuxedo Mask” de “Sailor Moon” por ter a roupa igual, que é branca e não preta, o jeito e até a flor, também branca, tendo como elementos que o diferenciavam, fora a típica estratégia de RPGs “vamos apenas mudar a cor que vira um personagem diferente”, uma luazinha na testa (Sailor Moon o que mesmo?) e não ter cartola.

Não vi o OVA para tentar entender como elas ganharam os poderes e admito que isso foi falha minha, mas não vou me dar ao trabalho. Para se transformarem, elas usam cada uma um tamagoshi (manja bichinho virtual?) que cria um olograma, ai a suas roupas começam a se decompor, elas dão uma acenadinha e pronto, não mudou nada e elas estão com um vestidinho. A entrada do herói “Myst Night” é com ele atirando uma rosa e roubando o controle do robozão dos vilões com holofotes acendendo sob ele. Ridículo e nada original, sem contar os sorrisinhos lame que ele fica soltando a cada frase que termina. Pra terminar, os vilões se soltarem DO NADA e fugirem dizendo que havia alguma coisa escondida depois dos tamagoshis brilharem ao chegarem perto do tesouro que ela estavam protegendo foi uma tentativa lamentavelmente falha de tentar criar algum clima de mistério.

Pelo que entendi, as personagens foram criadas em 2006 como personagens de máquinas de maça níquel que acabaram dando criação as “máquinas de caça níquel moe”. Em 2008 foi criado um OVA com as personagens e introduziram mais alguns elementos para tentar criar uma série para TV, que acabou indo ao ar esse ano. Tirando pelo público de otakus tipo B extremos e alguns perdidos, não vejo nada nessa série que valha a pena, pois até o fanservice foi decepcionante, e se formos contar que, pelo menos antigamente, série de mahou shoujo eram direcionadas para crianças, Twin Angel peca até nesse aspecto.

Nota de Aprovação: 4.0 / 10  (fui bonzinho  ¬¬)

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Ex-redator do blog Yoi Yume
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