Ikoku Meiro no croisée Ep.1

Ikoku Meiro no Croisée ou La Croisée dans un labyrinthe étranger (as encruzilhadas para o labirinto estrangeiro numa tradução meia boca) é um dos animes que eu mais gostei dessa temporada junto com kamisama no memochou, pinguin drum e usagi drops. Ela conta a historia de uma garotinha japonesa que vai a Paris do século 19 para trabalhar e aprender os costumes da cidade. O anime em si é lindo, com cenários bem detalhados e um desenho bem suave. Some a isso algumas falas em francês nativo (incluindo a narração), personagens carismáticos e uma ótima fotografia, alem de um enredo bem gostoso e você terá a mesma sensação de prazer que tive ao assistir ele. Assim como Iroha esta para filha do Barkk, Croisée é MINHA FILHA!! NINGUÉM TOCA NA YUNE SEM MINHA PERMISSÃO SEU DEVASSOS! Ò_Ó

O episodio começa mostrando algumas cenas e paisagens de Paris na segunda metade do século 19 e se concentra em uma galeria em especial, chamada Galeria Du Roy. Enquanto vai mostrando o interior da galeria e seus freqüentadores, ouve-se passos de madeira batendo e um vulto de uma garota vestindo kimono, chamando atenção de todos do lugar. A garotinha, encantada com tudo aquilo, vai direto ver as vitrines das lojas com olhos brilhantes e em seguida volta junto a seu acompanhante, um senhor de meia idade. Ele explica para ela que, diferentemente do Japão, os distritos de compras onde ficam as lojas, são chamados de galeria. Ainda encantada com todas as novidades, a pequena Yune sai olhando tudo que ela encontra na frente como alguma novidade incrível e uma cara absurdamente bonitinha demais da conta meu deus morri de tanto moe.

Cof cof, err…entao…como dizia, dentro desta galeria, existe a loja “enseignes Du Roy”, uma espécie de loja que produz placas de metal com nomes, lamparinas e toda sorte de objetos metálicos como lamparinas, abajours, etc, bem característicos do século 18 e 19. Ali dentro encontramos o neto de Oscar, Claude, que cuida da produção de placas enquanto seu avo é responsável por, aparentemente, procurar novos matérias, peças e objetos para serem vendidos na loja. Numa dessas pesquisas de mercado, ele foi até o Japão e conheceu Yune, trazendo-a para Paris. Sua famlia tem como tradição ser atendente em lojas e garota propaganda. De começo, Claude fica surpreso, pois os costumes japoneses ainda eram muito desconhecidos, como o fato de Yune fazer reverencia e se curvar ao comprimenta-lo (fazendo ele achar que ela quebrou a coluna LOL) ou agradecer se rebaixando e ajoelhando no chão (que o fez indagar ao avo o por que ele ensinou coisas tão estranhas a ela e se aquilo era fetiche dele) alem de a loja ser para confecção artesanal de metal, o que fazia Claude não entender o que seu avo foi procurar e especialmente o porque trazer uma garotinha tão nova para trabalhar.

O avo explica que ele trouxe varias coisas interessantes do Japão para vender e recriar e que a família de Yune, em nagasaki, era a mais famosa artesã da região. Assim explicado, o Avo pede a Yune que se apresente formalmente a Claude, se rebaixando e reverenciando ele de forma típica japonesa, o que deixa o garoto bem perturbado com a cena estranha. Ele indaga o porque dela fazer isso e por que seu avo a força mas ele explica entre outras coisas que esse era o costume japonês e que alem disso, Yune não entendia nenhuma palavra que os dois conversavam, com exceção de alguns cumprimentos, o que deixa Claude consternado pois ela simplesmente acenava com a cabeça em afirmação sem saber do que estava se tratando o assunto. Alem disso, ele continua, dizendo que seria insuportável para ele viver a mesma situação, sem poder se comunicar, dizer o que gosta ou desgosta, sem conseguir passar suas idéias e sentimentos as pessoas. Seu avo responde que ela era uma garota de boa intuição e percebia do que se tratavam as conversas. Depois disso, Oscar leva yune ao seu quarto e brinca com a menina sobre pular na cama e da algumas flores para ela.

Depois disso Claude esta em sua oficina trabalhando em uma placa quando Yune resolve aparecer para ajudar, fazendo seu trabalho. Ainda descontente com a situação, o garoto pede para ela não o atrapalhar, no que Yune simplesmente faz sinal com a cabeça e diz sim, focando-se em limpar o lugar, arrumar a bagunça etc. Nessa cena, Claude vai percebendo como ela é dedicada e trabalhadora, mesmo sendo pequena e sem conseguir fazer muitas coisas. Um certo momento, ela vê uma foto de Oscar, Claude e seu pai, no que chega o próprio garoto com a placa feita. Yune se maravilha com a beleza do objeto e esta preste a tocar nela quando Claude a repriende imediatamente. A garota se assusta e percebendo a besteira que fez, o garoto explica que ele havia acabado de consertar aquilo e que era o ultimo trabalho de seu pai (deixando crer que ele morreu em determinado ponto).

O garoto explica que a familia dele tem tradição de ferreiro e que todas as placas da galeria foram feitas pela família dele, especialmente seu avo e pai, por isso era o orgulho saber que ele era a terceira geração e que uma vez que seu pai morreu e seu avo esta velho demais para trabalhar, era responsabilidade dele passar a loja adiante, até porque os negócios não estavam indo bem e a loja tinha tradição de mais de 50 anos. Logo em seguida ele faz uma pequena queixa dizendo que no fim, ela não estava entendendo absolutamente nada do que ele dizia.

Logo em seguida Oscar aparece perguntando o que Claude achou de yune, já que ela deixou tudo impecavelmente brilhando e organizado. O garoto meio sem jeito faz sinal positivo e em seguida Oscar diz que já que ela era uma “Kanban musume” ela devia ficar na frente da loja para recepcionar os clientes. Vale uma explicação rápida aqui: Kanban musume é como se chamam as “garotas poster” que ficam na frente das lojas atraindo clientes, geralmente bem bonitas e atenciosas, e que distribuem pôsteres e papeis de propaganda (daí o nome “garota pôster”). Indo para a frente da loja, yune já atrai um cliente que a confunde com uma boneca já que japoneses são vistos raramente por La mas logo é espantando com a irritabilidade de Claude. Oscar comenta rapidamente que a Kanban musume já esta mostrando seus resultados, para mais irritação do garoto.

Enquanto os dois estão conversando, yune vê um garoto olhando os produtos pela janela mas ao ver ela, sai correndo. Ela tentando ajudar sai correndo atrás mas a manga de seu kimono enrosca numa ponta de metal da placa que Claude acabou de fazer e a derruba no chão, quebrando a peça. Imediatamente Yune se desculpa, ajoelhando-se no chão mas Claude apenas grita com ela para ela não se aproximar pois ela iria se cortar e diz que ela deveria voltar ao seu pais afinal de contas, que não era culpa dela mas que eles realmente não tinham utilidade para uma Kanban musume do mesmo modo que ela não precisava das mangas longas daquele kimono. Ele vai alem dizendo que de fato, ele não entendia nada sobre Yune e seu país mas o mesmo poderia ser dito dela e assim mostrou todo seu preconceito e protecionismo, que diga-se de passagem, é MUITO característico dos parisienses, mesmo nos dias de hoje! (eu sofri  isso na pele u.u).

Mais tarde Enquanto Claude tentava consertar a placa, yune ficava deprimida olhando pela janela de seu quarto em pé, quando Oscar aparece chamando-a para o jantar. Ela ainda deprimida só pensa na placa que quebrou e se aquilo poderia ser consertado. Oscar tenta aliviar a dor de Yune dizendo que ele era um ótimo ferreiro e que aquilo ficaria consertado sem problemas para ela não se preucupar. Enquanto isso Claude em sua sala começa a ficar preucupado com o que disse a Yune e vai ao quarto dela, sendo recebido pela garota de joelhos e cabeça baixa. Ele diz para ela parar de fazer aquela posição e que a placa estava consertada embora a forma fosse ligeiramente diferente. Yune pede desculpas outra vez e Claude a repriende dizendo que nem tudo pode ser resolvido com desculpas mas que, ele conseguiu consertar tudo e que não ficou ruim, alem disso, “vidros irão se quebrar algum dia”. Ele pede para Yune descansar enquanto vai instalar a placa e deixa ela sozinha.

Alguns segundos depois yune aparece atrás dele carregando um lindo kimono vermelho e da para ele como pedido de desculpas. A principio o garoto não aceita mas vendo a insistência de Yune e como isso era importante para ela, ele decide levar a uma loja de roupas especializada e vender sob o nome da loja deles, se isso alegrasse ela. Enquanto estava instalando a placa, o cliente repara no kimono e pergunta sobre onde ele conseguiu uma peça tão diferente e preciosa. Na volta, Claude passa por uma loja e compra um livro chamado Les petites Abeilles – As abelhinhas. Quando volta, da o livro para yune dizendo que era um livro de crianças e já que ela não sabia francês, seria interessante ela aprneder algumas palavras. Yune fica muito agradecida e solta um sorriso que me fez desmaiar de overdose de moe por uns tempos (OS: se esse resumo demorar para sair, vocês já sabem o motivo do atraso XP).

No outro dia, Oscar esta andando pela galeria quando encontra o kimono de Yune a venda numa loja e ve a placa de vendido. Assustado, entra e pergunta ao vendedor, que diz que graças a Claude, ele conseguiu vender aquela peça por um preço enorme, 500 francos (se não me engano, hoje em dia seria algo em torno de 5700 dolares, quase 11 mil reais!!). Desesperado, Oscar volta correndo a sua loja e pergunta a Claude sobre o kimono. Ele esta contente com o que fez achando que era o certo ate saber que aquele kimono era o mais caro que Yune tinha e pior: era uma lembrança de sua mãe! Claude fica assustado pois ela mesma havia lhe dado aquele kimono para ser vendido sem saber de nada e vai ao encontro da garota para saber o motivo.

Yune esta olhando por uma grande vidraça no topo da loja quando Claude chega e pergunta se aquele era realmente uma lembrança da mãe de Yune e vendo a reação da garota entende que sim. Ele fica nervoso e diz que vai comprar de volta mas é parado por Yune que começa a falar sem parar. Ela diz que ele não pode fazer aquilo pois iria manchar a imagem da loja e se ajoelha implorando para que ele não va. Ela continua, dizendo que a imagem da loja é um símbolo de confiança no Japão, entre a loja e o freguês e entre as pessoas e que se ele pegasse devolta o kimono, as pessoas iriam perder a confiança não somente nele, mas em todas as lojas da galeria, incluindo a dele e isso era o que ela menos gostaria que acontecesse, de maneira nenhuma.

Nesse momento Claude se vira e percebe que Yune sabia desde o começo a falar e a entender a língua dele e começa a relembrar as coisas que disse pensando que ela não sabia o que eles estavam conversando, ficando extremamente chateado. Ele pergunta a ela por que fazia tudo tão ao extremo e ela responde dizendo que seus mestres são Claude e Oscar, bem como a galeria que eles amam tanto e que ela gostaria de fazer parte da família da galeria. Ele diz que essa era a primeira vez que ela dizia o que pensava, mesmo podendo falar desde o começo e Yune tenta se desculpar ajoelhando novamente mas é impedida por Claude, que diz que era ele quem deveria se rebaixar e pedir desculpas pois ele não entendia nada sobre ela e seu país mas entendia de sua sinceridade e entusiasmo. Ele promete que irá comprar o kimono de volta custe o que custar e pede para ela ver com seus próprios olhos se ele poderia se tornar alguém digno de confiança dela mas em troca ele queria que ela prometesse uma coisa: que nunca mais iria descartar, dar ou se livrar de nada que fosse importante para ela. Yune sorri com lagrimas no olhos e aceita, enquanto Oscar ouve tudo por detrás da porta com um sorriso.

Depois disso começam os créditos e ao final temos mais uma breve cena de yune lendo o livro que Claude comprou para ela e treinando o abecedário no que Claude diz que já que ela sabe falar Frances, ela não precisava mais daquele livro mas é desta vez reprendido pela garota dizendo que ela prometeu a ele nunca mais dar nada importante para era fora, fazendo Oscar rir da cara do garoto enquanto ele ficou sem reação.

O que posso dizer? Eu amo esse anime! Já tem o segundo episodio e logo mais o resumo saira e eu estou apaixonado pela yune! Quero uma irmãzinha como ela! Alias acho que faria como a felícia dos tiny toons: “ eu iria abraçar, cuidar, esmagar, beijar e não largar nuuuuuuuuuuunca mais!”. Brincadeiras a parte, esse anime foi incrível, ou vai ser, de diversas maneiras: não tem fanservice, é algo mais adulto e calmo, centra mais em desenvolvimento de personagens, historia e drama do que outra coisa e a arte é magnífica! Vale cada segundo embora admito que não será para todos!

 

OMAKE:

 

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